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A evolução da remistura

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Proyecto Agua

15/12/09

Escrito por nelas em Imagens

3 comentários

O homem só tomou conhecimento da existência de seres microscópicos a pouco mais de 300 anos, através das observações pioneiras do holandês Antonie van Leeuwenhoek. Utilizando microscópios que ele mesmo construiu e capazes de aumentar cerca de 270x Leeuwenhoek encontrou uma série de “pequenos animais” em gotas de água da chuva. Estes seres eram nada menos que bactérias, protistas (seres unicelulares) e alguns animais de fato (ou seja, seres multicelulares que não são fungos ou plantas). Para nós pode parecer trivial, mas na época estes organismos eram completamente desconhecidos. Finalmente, após milhares de anos, nossa espécie rompeu uma séria restrição para um melhor entendimento do mundo: a resolução do olho humano.

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algas, amebas, ciliados, diatomáceas, gastrótricos, microscópico, protistas, rotíferos, tardígradas, vida escondida
shmoo

A síndrome de shmoo

06/12/09

Escrito por nelas em Embriões, larvas e afins

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shmooShmoos, quando fritos, têm gosto de frango. Eles produzem leite e botam ovos, mas não se alimentam, apenas respiram. Parecem um pino de boliche gorducho com pernas, tem pele branca e macia, sobrancelhas e alguns bigodes. Eles não tem esqueleto e se reproduzem assexuadamente. Eles também são afáveis com seres humanos, mas isso não vem ao caso. Ah, sim, eles não existem1.

Larvas são estágios especializados do ciclo de vida de muitos organismos. Podem se reproduzir assexuadamente, mas por definição não se envolvem sexuadamente. O período larval pode ser curto ou durar mais que a forma adulta. Normalmente habitam um ambiente diferente dos adultos, às vezes radicalmente diferente. Larvas podem ter um corpo sofisticado com estruturas especializadas para caçar, coletar alimento e/ou se locomover.

As consequências de um ciclo de vida indireto seriam óbvias, se não fossem surpreendentes. Adultos e larvas podem evoluir de maneira independente2. Não que uma larva se “destaque” da forma adulta e passe a viver por si própria (apesar de ser uma discussão interessante). O que quero dizer é que as larvas podem mudar sua forma ao longo do tempo sem que isso cause qualquer alteração no adulto, e vice-versa3. Ou seja, você pode encontrar espécies distantes (evolutivamente) cujas larvas são semelhantes e também encontrar espécies irmãs cujas larvas são bem diferentes uma da outra. Dois ouriços australianos passaram por esta última experiência e causaram um furorzinho 4 milhões de anos depois, quando biólogos descobriram o evento.

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  1. Apesar de já terem sido confundidos com OVNIs. ↩
  2. Eventualmente vou discutir a origem das formas larvais. ↩
  3. lembrando que larva e adulto de um mesmo indivíduo são um contínuo no ciclo de vida e, portanto, possuem a mesma sequência genômica ↩
ciclo de vida, desenvolvimento, echinodermata, equinóides, larvas, shmoo
adaptado de Daniel Lobo

Dia Nacional do Cerrado

11/09/09

Escrito por nelas em Sociedade

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Em 2006 2 brasileiros e 1 americano ganharam o prêmio The World Food Prize. O motivo?

…exerceram um papel vital na transformação do cerrado – uma região de vastas, e anteriormente inférteis, planícies tropicais elevadas que atravessam o Brasil – em plantações altamente produtivas.

O fundador do prêmio ainda completa:

…uma das grandes realizações da agronomia no século 20, que transformou uma terra devastada e improdutiva em uma das áreas agrícolas mais produtivas do mundo.

O cerrado parece, injustamente, não ter o glamour de uma floresta amazônica ou de uma mata atlântica. Mesmo cobrindo ~21% do território nacional (2 milhões de km²) e hospedando frondosa diversidade, foi deixado oficialmente de lado. Só depois da criação de Brasília resolveram reparar no bioma que “dá a liga” para os outros biomas brasileiros.

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ambiente, bioma, cerrado, diversidade, progresso?
wafer

Wafer of the sea

24/08/09

Escrito por nelas em Web

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Trecho da minha conversa com os robôs tradutores do Google Talk.

wafer

http://www.google.com/support/talk/bin/answer.py?hl=en&answer=89921
bolacha-do-mar, bot, gtalk

Ouriços-do-mar em 3D

21/08/09

Escrito por nelas em Tecnologia

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O Museu de História Natural de Londres hospeda uma ótima referência sobre a morfologia, taxonomia e classificação de equinóides (ouriços- e bolachas-do-mar). O site chama-se  Echinoid Directory e é mantido pelo Andrew Smith do Departamento de Paleontologia do museu. Se você já quis olhar de perto aquele espinho de ouriço-do-mar fincado no seu pé ou se já se perguntou onde fica seu ânus (do ouriço), lá é “o” lugar pra olhar.

Sua curiosidade, porém, pode ir além, já que desde o ano passado estão disponíveis uma série de imagens da estrutura interna destes animais. Estas são fruto de um estudo1 que digitalizou exemplares de 13 grupos de ouriços usando ressonância magnética. A técnica (muito usada na medicina) permite visualizar o interior dos organismos incluindo as partes moles na sua conformação “oficial”.

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  1. Ziegler, A; Faber, C; Mueller, S; Bartolomaeus, T (2008) Systematic comparison and reconstruction of sea urchin (Echinoidea) internal anatomy: a novel approach using magnetic resonance imaging. BMC Biology, 6:33, 10.1186/1741-7007-6-33 acesso aberto ↩
3D, anatomia, echinodermata, equinóides, morfologia, processamento de imagens
mendeley-notes

Impressões sobre o Mendeley 0.9.1

22/07/09

Escrito por nelas em Ciência 2.0

11 comentários

mendeley-splash

Mendeley é um gerenciador de referências bibliográficas gratuito capaz de extrair os metadados de PDFs automaticamente, sincronizar as referências do desktop com uma interface web (acessível de qualquer lugar) e tem um toque de web social. Apesar de estar no início de seu desenvolvimento diversas funcionalidades já estão disponíveis e “usáveis”. Para um resumo ilustrado consulte o How it works.

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ferramentas científicas, mendeley, programas, referências bibliográficas, resenha, social
Esquema simplificado (e toscamente desenhado) do ciclo de vida da bolacha-do-mar

Um pouco de irreverência

21/07/09

Escrito por nelas em Embriões, larvas e afins

5 comentários

Boa parte dos invertebrados marinhos possui pelo menos 1 estágio larval no seu ciclo de vida, sendo comum que os adultos vivam no fundo (bentônicos) e as larvas na coluna d’água (planctônicas). Denominada de metamorfose, a transição irreversível da vida larval para a forma adulta envolve drásticas1 mudanças morfológicas e de habitat.

Esquema simplificado (e toscamente desenhado) do ciclo de vida da bolacha-do-mar

Esquema simplificado (e toscamente criado) do ciclo de vida da bolacha-do-mar

As larvas das bolachas-do-mar podem passar semanas na coluna d’água até estarem prontas para a metamorfose. As correntes marítimas podem levá-las para longe e nada garante que estarão perto de um habitat adequado quando chegar o momento; assentar no local errado pode ser bem perigoso. Mas o que faz com que uma larva decida assentar ali e não acolá? Será que quando pronta2 ela simplesmente sofre a metamorfose onde estiver?

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  1. A drasticidade da metamorfose depende do organismo, ela também pode ser discreta. ↩
  2. Aqui prontidão no sentido de estar com todas as estuturas precursoras da vida adulta desenvolvidas. ↩
bolacha-do-mar, ciclo de vida, clypeasteroida, dendraster excentricus, desenvolvimento, invertebrados marinhos

Origem comum

29/05/09

Escrito por nelas em Log

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Aparentemente não consigo começar um blog sem um primeiro post para inaugurar…

Há tempos venho maturando a idéia de manter um blog de ciência que abrangesse meus interesses na biologia. No Cooptando você vai encontrar comentários e opiniões sobre evolução, invertebrados marinhos, desenvolvimento, algumas pitadas sobre biologia computacional e perspectivas para a ciência num mundo digital.

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