Archive for dezembro, 2009

Proyecto Agua

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O homem só tomou conhecimento da existência de seres microscópicos a pouco mais de 300 anos, através das observações pioneiras do holandês Antonie van Leeuwenhoek. Utilizando microscópios que ele mesmo construiu e capazes de aumentar cerca de 270x Leeuwenhoek encontrou uma série de “pequenos animais” em gotas de água da chuva. Estes seres eram nada menos que bactérias, protistas (seres unicelulares) e alguns animais de fato (ou seja, seres multicelulares que não são fungos ou plantas). Para nós pode parecer trivial, mas na época estes organismos eram completamente desconhecidos. Finalmente, após milhares de anos, nossa espécie rompeu uma séria restrição para um melhor entendimento do mundo: a resolução do olho humano.

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A síndrome de shmoo

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shmooShmoos, quando fritos, têm gosto de frango. Eles produzem leite e botam ovos, mas não se alimentam, apenas respiram. Parecem um pino de boliche gorducho com pernas, tem pele branca e macia, sobrancelhas e alguns bigodes. Eles não tem esqueleto e se reproduzem assexuadamente. Eles também são afáveis com seres humanos, mas isso não vem ao caso. Ah, sim, eles não existem1.

Larvas são estágios especializados do ciclo de vida de muitos organismos. Podem se reproduzir assexuadamente, mas por definição não se envolvem sexuadamente. O período larval pode ser curto ou durar mais que a forma adulta. Normalmente habitam um ambiente diferente dos adultos, às vezes radicalmente diferente. Larvas podem ter um corpo sofisticado com estruturas especializadas para caçar, coletar alimento e/ou se locomover.

As consequências de um ciclo de vida indireto seriam óbvias, se não fossem surpreendentes. Adultos e larvas podem evoluir de maneira independente2. Não que uma larva se “destaque” da forma adulta e passe a viver por si própria (apesar de ser uma discussão interessante). O que quero dizer é que as larvas podem mudar sua forma ao longo do tempo sem que isso cause qualquer alteração no adulto, e vice-versa3. Ou seja, você pode encontrar espécies distantes (evolutivamente) cujas larvas são semelhantes e também encontrar espécies irmãs cujas larvas são bem diferentes uma da outra. Dois ouriços australianos passaram por esta última experiência e causaram um furorzinho 4 milhões de anos depois, quando biólogos descobriram o evento.

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  1. Apesar de já terem sido confundidos com OVNIs.
  2. Eventualmente vou discutir a origem das formas larvais.
  3. lembrando que larva e adulto de um mesmo indivíduo são um contínuo no ciclo de vida e, portanto, possuem a mesma sequência genômica
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