O homem só tomou conhecimento da existência de seres microscópicos a pouco mais de 300 anos, através das observações pioneiras do holandês Antonie van Leeuwenhoek. Utilizando microscópios que ele mesmo construiu e capazes de aumentar cerca de 270x Leeuwenhoek encontrou uma série de “pequenos animais” em gotas de água da chuva. Estes seres eram nada menos que bactérias, protistas (seres unicelulares) e alguns animais de fato (ou seja, seres multicelulares que não são fungos ou plantas). Para nós pode parecer trivial, mas na época estes organismos eram completamente desconhecidos. Finalmente, após milhares de anos, nossa espécie rompeu uma séria restrição para um melhor entendimento do mundo: a resolução do olho humano.

O mundo revelado por Leeuwenhoek inaugurou os campos de pesquisa em bactérias e protistas, além de servir de base para muitas outras disciplinas da biologia que exploram o nível micro. A Royal Society chegou a por em cheque a sanidade do cientista e seus seres invisíveis, mas as dúvidas duraram pouco e suas observações foram confirmadas. Felizmente o artigo publicado em 1677 (!) foi disponibilizado num site com as principais publicações científicas dos últimos 3 séculos e meio da Royal Society. Você pode ler as observações do Leeuwenhoek aqui (em inglês).

Trezentos anos, no entanto, não foram suficientes para esgotarmos o assunto e ainda hoje a diversidade e beleza destes seres enigmáticos impressiona. Foi com a intenção de revelar este universo fantástico que surgiu o Proyecto Agua, uma iniciativa de Antonio Guillén. A idéia é mostrar a beleza e diversidade destas formas de vida coletadas em amostras de água de diferentes ambientes. Semelhante à exposição “Oceano: vida escondida“, mas com organismos de água doce (inclusive parece que até existe uma exposição “La vida oculta del agua“, mas não consegui navegar no site).

Sem mais palavras, vamos às imagens. Clique na imagem para ampliar ou no título para ir para a página da foto no Flickr.

PHACUS LONGICAUDATA

Phacus longicaudata

Imagem por Antonio Guillén

LA MIRADA DE UN TARDÍGRADO

Tardígrado

Tardígrado (não parece um ursinho???). Imagem por Antonio Guillén

ACINETA, VAMPIRO EN ACCIÓN

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Ciliado. Imagem por Antonio Guillén

PELOMYXA, LA AMEBA DE LAS MIL CARAS

PELOMYXA, LA AMEBA DE LAS MIL CARAS

Uma bela ameba. Imagem por Antonio Guillén

EUCHLANIS DILATATA

EUCHLANIS DILATATA

Rotífero. Imagem por Antonio Guillén

LA INCÓGNITA DE UNA DIATOMEA

LA INCÓGNITA DE UNA DIATOMEA

Diatomácea. Imagem por Antonio Guillén

EUASTRUM DE COLORES

EUASTRUM DE COLORES

Alga sob luz polarizada. Imagem por Antonio Guillén

UN GASTROTRICO QUE ENCONTRÓ SU NOMBRE: CHAETONOTUS BISACER

UN GASTROTRICO QUE ENCONTRÓ SU NOMBRE: CHAETONOTUS BISACER

Gastrótrico de água doce. Imagem por Antonio Guillén

PEDIASTRUM CLATHRATUM

PEDIASTRUM CLATHRATUM

Outra alga. Imagem por Antonio Guillén

CLOSTERIUM MONILIFERUM

CLOSTERIUM MOLLINIFERUM

Mais uma alga. Imagem por Antonio Guillén

NAUPLIUS, UN CÍCLOPE EN POTENCIA

NAUPLIUS, UN CÍCLOPE EN POTENCIA

Larva náuplio de crustáceo. Imagem por Antonio Guillén

NASSULA, UN CILIADO ASPIRADOR

NASSULA, UN CILIADO ASPIRADOR

Ciliado recheado. Imagem por Antonio Guillén

LA INOCENTADA DE LA AMEBA MAYORELLA

LA INOCENTADA DE LA AMEBA MAYORELLA

Ameba tentando engulir uma diatomácea. Imagem por Antonio Guillén

Tem vídeos também!

PELOMYXA (ameba)


Antonio Guillén

EL ROTÍFERO


Antonio Guillén

Essa foi apenas uma seleção, para ver mais visite o Proyecto Agua no Flickr.

[dica do caqui]